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Psico-Oncologia

Segundo a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), 8,2 milhões de pessoas morrem de câncer a cada ano. A estimativa é que surjam 21,4 milhões de novos pacientes com a doença até 2032. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é que sejam registrados mais de 596 mil novos casos de câncer no Brasil.

Sua importância durante tratamento

       O Câncer pode trazer diferentes impactos emocionais e sociais para cada paciente. A Psico-Oncologia passou a ser pesquisada e praticada no Brasil na década de 90. É uma área importante de interface entre a psicologia e a oncologia e tem um papel fundamental durante o tratamento do paciente.    

       O paciente com câncer, desde o processo diagnóstico até a alta ou morte, depara-se com a possibilidade de perdas: perda do corpo sadio, de um órgão, do cabelo, da autonomia, às vezes perda de um determinado lugar na família, do lugar de proativo na sociedade, de fé e, principalmente, da possível perda da vida.

        Diante disso, o psicólogo trata principalmente dos aspectos emocionais dos pacientes com câncer, ouvindo suas angústias, dúvidas, medos e desejos, e ajudando a enfrentar o tratamento. O psicólogo pode realizar diversas intervenções junto ao paciente e seus familiares, como acolhimento e suporte psicológico no enfrentamento dos sentimentos que podem vivenciar durante esse processo, propiciando aumento da qualidade de vida e adequado bem-estar.

        A psicologia pode estar presente ao longo de todo o processo, desde a investigação do diagnóstico, passando por consultas ambulatoriais, até o final do tratamento. O paciente é acompanhado diretamente em alguns locais do hospital, como a UTI, e pode ser encaminhado ao psicólogo pela equipe, quando esta observa a necessidade, ou se o próprio paciente, ou familiares, solicitarem.

     Tudo isso contribui diretamente para um melhor tratamento, diminuindo emoções e pensamentos negativos, sintomas de ansiedade e depressão não só do paciente, mas também dos familiares, e comportamentos de isolamento. A psicologia oferece acolhimento e apoio nas dificuldades de adaptação aos efeitos biológicos, sociais e emocionais que o tratamento pode gerar, atuando como facilitador no processo de comunicação entre paciente e médico.

      O suporte psíquico traz conhecimento e compreensão, podendo até mudar a resposta ao tratamento terapêutico. Por isso, é importante que haja um acompanhamento psicológico, multidisciplinar e especializado, que sirva como um apoio à paciente, restabelecendo sua saúde em um sentido mais amplo que apenas a cura do câncer.